Ilustração sobre a Localidade

Caldas da Rainha

Caldas da Rainha é uma cidade portuguesa da sub-região do Oeste, região Centro, fazendo parte da Região de Turismo do Oeste, com cerca de 27300 habitantes.1

A cidade, além de ser a sede de um município, está dividida entre duas freguesias, a de Nossa Senhora do Pópulo e a de Santo Onofre com 255,7 km² de área e 51 729 habitantes (2011).2 Estando subdividido em 12 freguesias, o município é limitado a nordeste pelo município de Alcobaça, a leste por Rio Maior, a sul pelo Cadaval, a oeste pelo Bombarral e por Óbidos e a noroeste pelo Oceano Atlântico.

Na Praça da República (conhecida popularmente como "Praça da Fruta") realiza-se todos os dias, da parte da manhã, ao ar livre, o único mercado diário horto-frutícola do país, praticamente inalterável desde o final do século XIX.

Ainda hoje as Caldas da Rainha mantêm como armas, o brasão da Rainha D. Leonor, ladeado à esquerda pelo seu próprio emblema (o camaroeiro) e à direita pelo emblema de D. João II (o pelicano). Ao manter estas armas, a cidade é das poucas povoações do país a possuir um brasão anterior à normalização da heráldica municipal levada a cabo no princípio do século XX.


História

A história da cidade está intimamente ligada aos seus recursos hidro-termais.

Acredita-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a rainha D. Leonor, esposa de João II de Portugal, e a sua corte, tenham passado por um local onde várias pessoas do povo se banhavam em águas de odor intenso. Fazendo alto, a rainha indagou-lhes por que razão o faziam, uma vez que, naquele tempo, o banho não era comum, muito menos em águas de odor tão acentuado, sendo-lhe respondido que eram doentes, e que aquelas águas possuíam poderes curativos. A rainha quis comprovar a veracidade da informação e banhou-se também naquelas águas, de vez que também ela era doente (não existe unanimidade entre os autores com relação à natureza do mal: alguns autores afirmam que a rainha padecia de uma úlcera no peito, outros, problemas de pele, e outros ainda, que tinha apenas uma ferida no braço). De qualquer modo, de acordo com a lenda, a soberana curou-se e, no ano seguinte, determinou erguer naquele lugar um hospital termal para atender todos aqueles que nele se quisessem tratar.

Para apoiá-lo, a rainha fundou uma pequena povoação com 30 moradores, dando-lhes benefícios como não terem de pagar os seguintes impostos: jugada (antigo tributo que recaía em terras lavradias), oitavos, siza e portagem, privilégios que também se estendiam aos mercadores que viessem de fora para comprar ou vender.

O desenvolvimento das Caldas da Rainha iniciou-se com Afonso VI de Portugal, que fez reconstruir e ampliar o hospital. Durante treze anos, até ao fim da sua vida, ele, a família real e a corte usufruíram anualmente das águas termais, o que permitiu à vila desenvolver-se.

Caldas da Rainha atingiu o estatuto de vila em 1511. Apesar do desenvolvimento e prosperidade que conheceu na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, o Concelho das Caldas da Rainha foi criado apenas em 1821.

Foi durante o século XIX que a vila conheceu o seu maior esplendor, com a moda das estâncias termais, passando a ser frequentada pelas classes mais abastadas que aqui buscavam as águas sulfurosas para tratamentos.

Complementarmente, a abundância de argila na região, permitiu que se desenvolvessem numerosas fábricas de cerâmica, que converteram a então vila num dos principais centros produtores do país, com destaque para as criações de Rafael Bordalo Pinheiro iniciadas na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, entre 1884 e 1907.

O crescimento demográfico vivido no século XIX prosseguiu no século XX, com a elevação da vila à categoria de cidade em 1927. Ao longo do tempo, outras artes além da cerâmica aqui prosperaram, como a pintura e a escultura, fazendo das Caldas da Rainha um centro de artes plásticas, onde se destacaram nomes como os de José Malhoa, António Duarte e João Fragoso.

A 26 de Abril de 1919 foram feitas Dama da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.4

O malogrado "Levantamento das Caldas", em 16 de Março de 1974, foi precursor da Revolução dos Cravos.

 

Fonte dos textos: Wikipedia

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Ainda não há comentários para este artigo.

Find more about Weather in Coimbra, PO
Click for weather forecast

NEWSLETTER

Subscrever a newsletter:



Sair da newsletter:

ARRENDA-SE.NET

Quartos, apartamentos, casas, etc

RECADINHOS

Últimos recadinhos dos leitores:

Congratulations for the site. It is very nice to get more informations about Portugal. A beautiful country.
Matheus Smith 2016-07-30 23:39:20


RELÓGIO

Veja que horas são no mundo

NOTÍCIAS

Jornal O PÚBLICO

Uma revolução apadrinhada pelo Supremo Tribunal
Apesar de algumas derrotas, Donald Trump chega ao fim do ano judicial com os seus poderes reforçados. Opinião de Francisco Teixeira da Mota

Ucrânia: que a força esteja com ela!*
Regressamos de Kiev com a certeza de que a adesão da Ucrânia não é um exercício burocrático, de capítulos e clusters. É uma promessa a um povo que continua a defender os valores que são nossos.

Nova ponte entre as ribeiras do Porto e de Gaia: a boa notícia e a notícia preocupante
É difícil de compreender o lançamento de um concurso de concepção-construção para uma ponte que ocupará nos próximos séculos talvez o lugar mais nobre das duas cidades.

250 anos dos EUA: porque é que somos todos americanos
Uns podem amá-los, outros odiá-los, mas é em relação aos EUA que todos nos posicionamos. Celebremos, pois, a Declaração de Independência, e aquelas palavras miraculosas que são património universal. Opinião de João Miguel Tavares

Ministra da Saúde admite preocupação: procura das urgências, INEM e SNS24 já está a aumentar
Ana Paula Martins reforça que “os próximos dias são de grande risco” e que é preciso “ter as equipas em prontidão” pelo que pede aos hospitais que estejam preparados e à população que se protega.

Águeda de novo envolta em chamas. “É uma tristeza todos os anos”
Incêndio que teve início em Vouzela alastrou-se a vários concelhos vizinhos. Chegou às portas da cidade de Águeda, provocou feridos, isolou aldeias e obrigou a evacuar outras.

NOTÍCIAS

Jornal EXPRESSO

(c) 2014 Portal REGIAOCENTRO.ORG

Termos de Serviço

Privacidade