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Torre de Lapela

São Lourenço de Lapela é uma pequena aldeia do concelho de Monção

A freguesia e paróquia de São Lourenço de Lapela é uma pequena aldeia do concelho de Monção e embora a sua origem não tenha uma data precisa, sabe-se, no entanto, que remonta aos primórdios da nacionalidade constando a referência mais antiga deste local nas Inquirições de 1258.  

Tendo a povoação de Lapela feito parte da área defensiva contra as incursões espanholas, a edificação do castelo é atribuída ao reinado de D. Afonso Henriques que mais tarde, no reinado de D.João V (1706), terá sido desmantelado e as suas pedras utilizadas para a remodelação das muralhas da Fortaleza de Monção no sec. XVII. Assim, a torre de menagem ficou sozinha permanecendo no seu esplendor até hoje, sendo conhecida como Torre de Belém do Minho. A Torre de Lapela faz parte de um conjunto de fortalezas de defesa da fronteira com a Galiza que acompanhavam o curso do rio Minho e integrava o sistema defensivo Monção-Salvaterra tendo como contraponto inimigo a atalaia galega de San Pablo do Porto. 

O rei tinha todo o interesse na travessia do Rio Minho nesta freguesia já que ali pagavam portagem os que a faziam, e também onde acostavam os pequenos barcos que podiam subir o rio com mercadorias. Eram os militares quem mais se serviam do rio como forma de transporte de bens de primeira necessidade para as guarnições da raia. Entre eles estavam as munições, o pão e outros bens enviados a partir de Vila Nova de Cerveira sendo encaminhadas dali, as de interesse militar, para as guarnições de Monção, Valadares e Melgaço.

A torre de menagem, que é a única parcela que restou do castelo da Lapela, tem uma altura de 22 varas ou seja 24,20m. Tem planta rectangular – 9,90 x 9,90m – e interiormente está dividida em quatro andares com ligação entre si através de uma escada de madeira. O único acesso ao interior está ao nível do 1º andar, através de uma porta de tendência ogival, que conserva ainda, na pedra de fecho, as armas de D. Pedro I. As restantes aberturas são simples frestas abertas nas paredes dos três sobrados mais elevados, pois o compartimento do rés-do-chão não possuía qualquer comunicação com o exterior.

 

A torre de Lapela situa-se numa aldeia de ribeira, no fundo de um vale plano. A partir deste monumento, pode observar-se uma paisagem com casario estruturado paralelamente ao rio Minho, predominantemente agrícola onde incide o cultivo da vinha. Outrora, a pesca fez parte integrante do sustento da população de Lapela: a lampreia, o sável e o salmão são as espécies mais nobres entre tantas outras que coabitam nas águas frias deste rio Minho, tendo a poluição, a alteração dos caudais e as condições climatéricas tornado esta actividade residual, sendo já raros os pescadores existentes no Rio Minho.

Actualmente, a povoação está a sofrer obras de requalificação, constituindo a margem do rio um local bastante aprazível em época balnear.

 

 

 

 

 

 

 

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