Ti Bernardo
O Ti Bernardo da Avó foi um dia ao seu médico de família... Sendo criatura para uns já bem gozados 95 anos, fazia visitas de rotina ao seu clínico.
"Então Ti Bernardo, como tem passado?" "Muitíssimo bem,Doutor! Muitíssimo bem! Como sabe sou casado com uma mulher muitíssimo mais nova, tem menos sessenta anos que eu, temos sido felizes e agora ela está grávida e eu ando
feliz da vidinha!".
"Grávida a dona Mariana???, mas isso é impossível!!!! O Ti Bernardo tem noventa e cinco anos!!!!".
"O que é que o Doutor quer exactamente dizer com isso?"
"Pois vou contar-lhe uma história, Ti Bernardo... Como sabe eu sou um fanático da caça, não perco nunca um bom safari. Um destes dias fui convidado por um laboratório farmacêutico para uma expedição de caça a África. Coisa importante! Uma caçada ao leão e logo eu que nunca tinha atirado a leões... Estávamos nós no acampamento quando o Guia, um tipo experimentadíssimo nos avisou que devíamos sair rapidamente porque havia uma pista fresca de felinos. E lá fomos. Não sei como é que aconteceu mas à saída do acampamento, com a atrapalhação, em vez da espingarda, meti na mochila um chapéu de chuva! Só sei que no meio da savana, quando estava sozinho, me apareceu um leão enorme de farta juba, rugindo assustadoramente. Lancei mão à mochila e puxei do guarda chuva. Fiquei aterrorizado quando percebi que era um guarda chuva. Mas não me atrapalhei! Meti o guarda chuva à cara, fiz pontaria, ouviu-se um estrondo e o enorme leão tombou morto!"
"Ah Ah Ah Ah Ah! Mas isso é impossível Senhor Doutor! Deve ter sido outro caçador a disparar!!"
"Exactamente Ti Bernardo, exactamente..."
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Quo vadis, boomers? É de uma enorme falta de noção acusar os jovens de infantilidade ou radicalismo de privilégio. Deixem-nos aceder ao poder sem os demonizar. Opinião de Luis M. Rocha As construções das elites e a (des)legitimação da Constituição Todo o regime político é oligárquico, pela simples razão de que toda a maioria é sempre dirigida por uma minoria. Mas as formas e as regras através das quais isso acontece não são indiferentes. Porto, cidade mineral. E respirável? O Porto não tem de escolher entre granito e árvores, ou de anular a cidade mineral para se tornar numa utopia verde. Pode manter o seu granito e perguntar-se: como fazer crescer uma cidade respirável? Opinião de Inês Moreira Alcatrão e penas Talvez que algures no futuro tenhamos a graça de ter uma CML com rasgo e então se recupere o tempo agora perdido. Afinal, eleitos na CML, somos europeus ou portugueses? Decidam-se! Opinião de Paulo Ferrero O que fica quando alguém parte O luto não tem forma definida, não tem prazo, não tem manual de instruções. É uma das experiências mais universais da vida humana e uma das mais solitárias. Crónica de Luísa Soares O ar das Azenhas Não é o ar do mar batido das praias, que corresponde à espuma das ondas. É um ar puro que obriga a repensar a palavra “puro”. É puro porque não é mais nada senão nada. Que paraíso. Crónica de Miguel Esteves Cardoso
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