Sem FOTO:433Igreja Matriz de Ponte de LimaErmida da Irmandade do Espírito SantoA Igreja Matriz de Ponte de Lima foi edificada na época em que o estilo gótico se encontrava em grande expansão, ocupando no entanto, um lugar relativamente marginal na evolução do estilo em Portugal. Foi terminada em meados do século XV, e, mais tarde, já no reinado de D. Manuel I, no sec. XVI, foi concluída a sua torre, em pedra aparelhada tal como a restante igreja, abrindo-se em quatro ventanas de arco pleno, encimadas por relógios e rematadas por ameias de chanfros.
O pórtico é composto de quatro arquivoltas, com decoração vegetalista, algumas contornadas com frisos perlados, assentes em colunelos capitelizados. No corpo superior rasga-se uma elegante rosácea de grande vão, com molduras circulares concêntricas e ressaltadas, algumas igualmente ornadas por friso perlado. No vão desenvolve-se trabalho em pedra radiante. À direita do alçado principal, rematado por empena triangular coroada por uma cruz, aparece-nos a torre sineira que foi ampliada no período maneirista, resultando em três naves escalonadas, de dois tramos definidos por pilares com capitéis clássicos e cabeceira tripartida, com capela-mor poligonal e absidíolos rectangulares. Tem coberturas internas diferenciadas, de madeira em apainelados, na nave, e em abóbada de berço de caixotões de cantaria, na capela-mor e transepto. É iluminada escassamente por janelas de volta perfeita, correspondendo à construção primitiva, algumas entaipadas, e por janelas rectilíneas, em capialço, nas naves laterais. O coroamento da torre sineira foi intervencionado na segunda metade do século XIX e, mais recentemente (1932) realizou-se a rosácea neo-gótica, a partir do modelo da igreja de São Francisco do Porto. O interior da igreja, com coro-alto sobre arco em asa de cesto, com púlpitos confrontantes, adossados aos pilares divisórios das naves, e retábulos de talha maneirista, do tipo nicho, é barroco do estilo nacional. Na capela-mor o altar é recoberto, na face principal, por uma talha policroma alusiva à Última Ceia. O altar-mor reveste-se de um grande número de relíquias de santos portugueses e estrangeiros. Os altares laterais de Nossa Senhora das Dores e de Nossa Senhora da Piedade são ambos setecentistas e destacam-se pela riqueza da sua talha. Com a intervenção dos Monumentos Nacionais em meados do século XX, foram retiradas certas alterações setecentistas, devolvendo ao edifício uma beleza sóbria. De Setecentos sobrevivem os retábulos em esplendorosa talha dourada de 1729, como o da Capela de Nossa Senhora das Dores. Só não é original o painel central, pintado já no nosso século.
COMENTÁRIOS DOS LEITORES Ainda não há comentários para este artigo. |
Click for weather forecast NEWSLETTERSubscrever a newsletter:Sair da newsletter:ARRENDA-SE.NETQuartos, apartamentos, casas, etcRECADINHOSÚltimos recadinhos dos leitores:Congratulations for the site. It is very nice to get more informations about Portugal. A beautiful country. RELÓGIOVeja que horas são no mundoNOTÍCIASJornal O PÚBLICOOrcas já interagiam com barcos em Portugal antes de 2020 e transmitem esse comportamento Enter TV n.º 10: Renault 4 “descapotável” e como prolongar a vida das baterias Testamos o Renault 4 eléctrico com tecto de lona, um telemóvel com ecrã que parece papel e explicamos como aumentar a vida útil das baterias. Se a Inteligência Artificial escolher por nós, ainda estamos verdadeiramente a escolher? Governo vai avançar em Outubro com projecto-piloto para controlo de javalis Os artistas são interessantes aos políticos, mas não à política MTV Video Music Awards: a passadeira vermelha e a noite de Taylor Swift NOTÍCIASJornal EXPRESSO |