Sem FOTO:1

A arquitectura industrial do sec. XX e a azulejaria portuguesa

azulejaria portuguesa

 

O desenvolvimento económico e social que se operou na viragem do século XIX para o XX levou ao surgimento de uma classe urbana de pequenos industriais e comerciantes, atenta aos novos consumos e modas da época. A estética Arte Nova, veio servir os interesses desta burguesia, na renovação de hábitos sociais e desenvolvimento cosmopolita do início do século xx, que estiveram na origem do aparecimento de superfícies edificadas “modernas". O gosto Arte Nova possibilitou, com o emprego do azulejo, um estilo decorativo mais fácil de “modernizar” fachadas, por vezes incaracterísticas, através do colorido vibrante, da saturação dos ornatos e da sensualidade das formas. Os edifícios fabris e os estabelecimentos comerciais ostentavam letreiros e painéis figurativos e ornamentais que serviam para anunciar as próprias lojas e a especialidade dos produtos ou serviços aí vendidos. Para além de um sinal de modernidade era uma forma de atrair a atenção dos clientes, tirando partido das potencialidades plásticas do azulejo: a cor, a forma, a textura, o desenho, o brilho. 

Pelas vantagens higiénicas e de resistência que o azulejo oferecia, aliadas ao relativo baixo custo, as primeiras experiências da utilização publicitária do azulejo compreendiam os painéis para revestimento de fachadas.

A Serralharia Progresso edificada em estilo Arte Nova, localizada na rua 8 e 33 em Espinho, filial da Fábrica de Manuel Francisco da Silva, em Macieira de Cambra, inaugurada em 1914 é disso exemplo. As instalações da unidade fabril foram sofrendo aumentos para a vitrificação e a fundição, o que lhe conferiu a designação mais conhecida dos espinhenses, Fundição Progresso. Estes espaços da fábrica sofreram um incêndio em 1933 reduzindo a escombros as secções de fundição, alumínio e serralharia. Após uma longa história de desenvolvimento industrial a fábrica foi encerrada em 1990 e em 2003 foi demolida para construção de uma unidade habitacional e comercial.

Os painéis de azulejos publicitários que revestem a fachada são réplicas dos que existiram em 1918, realizados por Licínio Pinto.

 

COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Ainda não há comentários para este artigo.

Find more about Weather in Coimbra, PO
Click for weather forecast

NEWSLETTER

Subscrever a newsletter:



Sair da newsletter:

ARRENDA-SE.NET

Quartos, apartamentos, casas, etc

RECADINHOS

Últimos recadinhos dos leitores:

Congratulations for the site. It is very nice to get more informations about Portugal. A beautiful country.
Matheus Smith 2016-07-30 23:39:20


RELÓGIO

Veja que horas são no mundo

NOTÍCIAS

Jornal O PÚBLICO

Regresso do futuro
Regressa-se ao velho mundo com a percepção de que a ambição de desenvolvimento na Ásia não tem paralelo com a Europa, e regressar a Lisboa é como um regresso do futuro. Opinião de Arlindo Oliveira

Os níveis adequados de literacia, numeracia e inglês
Criar no acesso ao ensino superior mais marcas que vão impossibilitar o funcionamento do elevador social é criminoso numa sociedade que já é brutalmente desigual. Opinião de Paulo Mendes Pinto

O Irão precisa apenas de não perder depressa
A ideia de que regimes como o iraniano operam segundo uma lógica apenas transacional ignora o peso das convicções ideológicas. Trump não compreende regimes que veem para além dos interesses materiais. Opinião de Manuel Serrano

Saramago, a revisão curricular ou a diluição do Nobel da Literatura
Esta revisão curricular, ao diluir José Saramago, o único Nobel da nossa língua e literatura, o que faz é despromover a própria literatura e a língua, o seu ensino consciente e exigente. Opinião de António Carlos Cortez

A manosfera e o vazio das referências masculinas
A manosfera prospera na desinformação, em teorias da conspiração, em narrativas onde há sempre um culpado fácil: as mulheres, os imigrantes, a “elite”, a esquerda, o feminismo, a imprensa, a escola. Opinião de Joana Sá Lima

Os micróbios escondidos
Como olheiro veterano do nosso planeta, tenho de confessar que a Terra já não é o que era em 1968, quando foi fotografada a 21 de Dezembro pelo astronauta William Anders. Crónica de Miguel Esteves Cardoso

NOTÍCIAS

Jornal EXPRESSO

(c) 2014 Portal REGIAOCENTRO.ORG

Termos de Serviço

Privacidade